Livre do ódio daqueles que o impõe
E das cruzes e de todos os credos
Livre do falso amor de quem não ama
Com o sorriso que eles não suportam
De quem é feliz desse lado oposto
Sem farda, sem hino e sem pátria
Com a filosofia de somente amar,
Sem o ódio, a guerra e o massacre
E sem as vendas, as armas, o ataque.
Tantas flores no rosto e na alma
Com a luz que aquece e ilumina
Os dias cinzentos e pesados deles.
Soldados do ódio, do deus vingativo
Eles que carregam tantas armas
Pra quem ainda tiver algum amor
E eles que condenam a morte
Porque nunca souberam a razão de viver.
Livrai-me do ódio, do frio, da miséria
Das palavras sagradas que matam
Que curam, que salvam, que enterram
Livrai-me Deus desse deus que só erra
Livrai-me Deus desse inferno na terra.
